CONSULTORIA, FORMAÇÃO E GESTÃO

 
 

Artigo

INOVAR – um eterno desafio
Por: M. Teles Fernandes

Inovar faz parte da própria essência do homem. Ele é por si o mais sofisticado e bem sucedido processo de inovação da natureza.

A atitude de inovação, onde a criatividade desempenha papel preponderante, permitiu ao homem atingir o seu actual estado de desenvolvimento. A sociedade, em geral, tem assim evoluído, ou quando não o faz, corre o risco de se auto extinguir. O mesmo se passa com as empresas por esse mundo fora. Alguém um dia disse que as empresas que não inovam, extinguem-se. Nós sabemos que sob o ponto de vista das teorias económicas, todas as empresas um dia estarão mortas. Mas nos tempos que correm, em que a evolução da sociedade anda a um ritmo tremendamente acelerado, as empresas que não acompanham esse mesmo ritmo, ver-se-ão extintas num período de tempo muito reduzido.

Para certas áreas da actividade económica, um ano corresponde a um século antes dos descobrimentos. Pensemos nessa mesma empresa, levada a cabo pelos nossos antepassados, cuja preparação e execução durou cerca de um século, desde a concepção da ideia até à plenitude da implementação (falando em termos correntes). Foi a capacidade estratégica e organizativa dos nossos antigos governantes (muito poucos, infelizmente) que permitiu que Portugal fosse durante séculos uma potência.

Os tempos hoje são outros, a nossa importância global está tremendamente reduzida e os caminhos que se nos apresentam são totalmente diferentes. Contudo, se olharmos para trás, podemos ver que foi na inovação e no conhecimento que residiu o nosso principal trunfo para o sucesso passado. Ora, estes poderão ser de novo os nossos trunfos para o futuro: inovar e desenvolver os nossos conhecimentos. O primeiro não passa sem o segundo, o segundo leva necessariamente ao primeiro.

Não queremos parecer pretensiosos, nem isto é uma amostra de falsa modéstia. Antes pelo contrário, é sinónimo da compreensão do nosso estado actual e do caminho ainda a percorrer. A GESTÃO TOTAL, e não apenas como empresa individual, mas como um grupo de pequenas empresas que se complementam entre si, está constantemente empenhada na inovação e no desenvolvimento de conhecimentos. Se olharmos retrospectivamente para o nosso ainda curto passado, podemos ver vários exemplos dessa nossa constante procura do conhecimento e da inovação. Eis uma amostragem não exaustiva.

Como forma de aprendermos a gerir melhor os nossos recursos humanos, identificámos a necessidade de criar um sistema de gestão que desse resposta a essa mesma necessidade. Assim, fomos, talvez quem sabe em todo o mundo, os primeiros a desenvolver uma norma interna (standard) que define os requisitos necessários para uma gestão de qualidade das pessoas. Esta ideia foi posteriormente apresentada ao IPQ e, com base nela, criada a comissão técnica – CT 152, que está no momento a desenvolver uma norma portuguesa para a gestão dos recursos humanos, tendo como ponto de partida a nossa norma interna. Esta será a primeira norma do género a nível mundial.

A GESTÃO TOTAL lançou no ano passado um curso para gestores de pequenas e médias empresas, directores comerciais e vendedores, que assenta na PNL (Programação Neuro Linguística) e na Inteligência Emocional, o que por si é inovador em grande parte do mundo. O curso aborda ainda teorias de gestão de equipas pouco ou nada conhecidas em Portugal (Meredith Belbin) e a aplicação sistematizada da metodologia de tomada de decisão AIDDA. A resposta das pessoas que têm frequentado este curso de quatro dias tem sido excelente, considerando muito importante tudo o que aprenderam e de extrema utilidade para as suas vidas profissionais e mesmo pessoais.

A GESTÃO TOTAL foi das primeiras empresas a ter competências próprias na área da Gestão pelo Valor, devidamente certificadas para as áreas da consultoria e formação. A formação dos seus quadros nestas áreas foi estratégica e a sua utilidade irá reflectir-se num conjunto de novos projectos de formação-acção, (Pedravalor e outros) também eles inovadores no conceito básico e no campo de aplicação.

A QCER acaba de lançar um serviço de acreditação de micro e pequenas empresas que é inédito no mercado, mesmo a nível mundial, dentro das suas especificações próprias. Este serviço, na forma da marca Confiança Reconhecida, permite às empresas verem reconhecida a qualidade dos seus serviços de uma forma nada burocrática, simples de implementar e com baixos custos de manutenção, e que dá acima de tudo voz e preponderância ao consumidor ou cliente final. O foco está tão centrado no cliente, que é a sua voz que faz funcionar o sistema.

A CUAM (Corporate University for Advanced Management) surge como resposta à nossa intenção de ministrar uma formação de adaptação dos nossos quadros às necessidades que se adivinham após o fim do terceiro quadro comunitário de apoio. Assim, em vez de ficarmos apenas pela nossa formação interna, abrimos essa oportunidade ao mercado, mas de forma inovadora. O conceito é diferente em várias áreas. A formação é principalmente voltada para as necessidades específicas das empresas. Os cursos e conteúdos programáticos são inovadores. Exemplo disso são: o curso de Pós Graduação em Vendas (a iniciar em Maio), o Bacharelato de Vendas (a iniciar em Setembro), e a inclusão de disciplinas como a Programação Neuro Linguística e Inteligência Emocional nesses mesmos cursos. As competências são adquiridas por créditos, permitindo aos alunos irem fazendo diversos cursos, em tempos alargados, que poderão converter por acumulação num determinado grau. Toda a formação poderá ser ministrada nas próprias empresas e, futuramente, pela Internet. Esta é com certeza uma empresa inovadora.

A AGENTEL iniciou a sua actividade com um novo conceito, pensamos mesmo que a nível mundial. Existem muitas empresas com ideias e produtos de inegável valor e potencial, mas que, devido a limitações nas competências relacionadas com a área do marketing, os deixam ficar na gaveta. A AGENTEL pega nessas ideias ou produtos, analisa o mercado, avalia o seu potencial, e cria uma estrutura para a comercialização desses mesmos produtos. Para tal, vai (irá) à CUAM recrutar os melhores alunos em vendas e propõe-lhes parceria para desenvolver um desses negócios, dando todo o apoio estratégico e de estrutura, autonomizando esse mesmo negócio no futuro para aqueles que inicialmente nele entraram. Funciona como um ninho de novos negócios e consequentemente de novas empresas, utilizando ideias que de outra forma se perderiam por falta de competências.

A GTSI desenvolveu um software de gestão documental direccionado às empresas certificadas, cujo conceito e princípio de funcionamento é diferente de tudo o que existe no mercado, e por conseguinte também ele inovador. O controlo da distribuição, validade das diferentes versões dos documentos, numeração automática de registos, controlo dos utilizadores e outros, fazem deste software uma ferramenta importante na gestão de todo e qualquer tipo de documento (ficheiro) que uma empresa possa ter necessidade de fazer, respondendo de uma forma total aos requisitos da norma ISO 9001: 2000.

O LAQ desenvolveu um sistema de medição da capacidade dos depósitos, único em Portugal, por custos cerca de dez vezes abaixo dos existentes, e que permite aos produtores de vinho aferirem as suas capacidades de armazenamento de acordo como o exigido por lei. Não desenvolvemos tecnologia, mas soubemos usar a existente de uma forma eficaz e eficiente.

 Por definição estratégica, costumamos dizer entre nós, quadros do grupo, que devemos ser uma fábrica de ideias. Naturalmente que as ideias não se criam de um momento para o outro. É necessário que exista uma necessidade ou oportunidade para inovar, que o conhecimento já adquirido seja suficiente para que a sua contribuição faça com que a inovação tenha dimensão, e que as pessoas estejam predispostas a criar. Por isso, outras ideias ainda existem, mas que, por variadas razões ainda não tiveram concretização. Como exemplo, apresentamos esta. O nosso tipo de actividade permite-nos conhecer as empresas por dentro, por vezes aonde os normais relatórios de contas não conseguem reflectir a realidade. Essa vantagem faria de nós os parceiros ideais para uma entidade financeira que quisesse suportar projectos e empresas com viabilidade, reduzindo assim o seu risco. Ora, já apresentamos essa nossa disponibilidade a duas instituições financeiras, que não pareceram nada interessadas, já que nem resposta definitiva nos deram. Será isto sinónimo de uma péssima visão de determinados potenciais ou a imposição de uma realidade retrógrada e conservadora?!

Desafiamos todos aqueles que tenham ideias, inovadoras e com potencial, a irem em frente. Se a longo prazo todas as empresas estarão mortas, tentemos fazê-las renascer eternamente.

 
 

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Samora Correia  -  Açores  -  Porto  -  Lisboa

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