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Artigo Compreender a fileira industrial é essencial para a compreensão das potenciais estratégias de negócio que devemos assumir. Dependendo da estrutura da fileira industrial em que um determinado produto se insere, as actividades da cadeia de valor interna da organização assumem diferentes importâncias e, consequentemente, diferentes formas de execução. Mas para isso, a fileira industrial deve ser bem analisada e compreendida, para permitir que exista uma boa definição do produto, do mercado alvo, dos processos e das necessidades de competências. Comecemos por determinar as variações que existem entre diferentes fileiras industriais. Existem, assim, vários tipos de fileira industrial. Tentaremos determinar as diferentes tipologias. Para tal utilizaremos a industria da rocha e alguns dos seus produtos.
Por outro lado, existem fileiras industriais que, apesar da sua simplicidade, não terminam ou não têm como output um produto que seja adquirido e utilizado pelo cliente final, mas antes esse output se vá integrar noutra fileira industrial.
Este tipo de fileira funciona como um afluente para outra fileira industrial, alimentando-a com um determinado input, que quando agregado a outro ou outros, produzirão um novo output. Para além das fileiras industriais que fornecem outputs (sub produtos) para alimentar uma nova fileira industrial, são também afluentes desta última todas aquelas que fornecem equipamentos e serviços que se integrem na mesma, sendo que as primeiras são dependentes e as segundas são independentes.
Geralmente, este tipo de fileira industrial serve como leito a variadas fileiras afluentes, que passam facilmente despercebidas ao cliente final. quanto mais complexa for a fileira maior a dificuldade em identificar e caracterizar as fileiras afluentes. Existe ainda outro tipo de fileira, se assim lhe podemos chamar, que se aplica aos serviços. Sendo composta por uma única actividade, esta fileira congrega outras na produção do seu output, que muitas vezes não se caracteriza por um produto material, mas sim, pela execução de um serviço mais ou menos tangível. Estas são as mais difíceis de analisar, caracterizar e compreender de forma a adaptar a cadeia de valor interna de uma organização às mesmas. Pelo seu carácter, ás vezes intangível e simples, estas fileiras funcionam como estranhas às outras, sendo mal compreendida a relação existente entre todas elas. Por exemplo, o serviço de análise laboratorial externa providenciado às fileiras da rocha pode ser entendido como testa tipologia. Para efeito de formulação estratégica, a compreensão da fileira industrial é crucial para podermos determinar com clareza qual o produto que pretendemos produzir, qual o mercado alvo que pretendemos trabalhar e servir, quais os processos e as competências que iremos utilizar nas actividades da cadeia de valor interna. Perceber a fileira industrial permite-me identificar quem efectivamente é o meu cliente e quais os seus requisitos, e como é que o meu produto se integra num todo maior, sendo que esse todo terá outros clientes e outros requisitos.
O modelo da cadeia de valor (M. Porter) determina dois tipos de actividades: as principais (base inferior do modelo) e as de suporte (parte superior do modelo). Dependendo do tipo de fileira industrial em que uma organização está inserida, assim essas actividades tomam diferentes formas. Pensar qual a forma correcta de as definir (processos e competências) é o desafio mais difícil para os gestores pois, muitas vezes, algumas fileiras industriais exigem soluções imaginativas e complexas. O deficiente processo na determinação da sub-contratação de algumas das actividades (principais e ou de suporte) tem sido muitas vezes a fonte de problemas, para os quais as empresas não entendem as causas. A utilização dos modelos contribui para facilitar o processo de análise e formulação das estratégias de negócios, sendo vivamente aconselhável aos gestores que façam o devido usa das mesmas. |
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Samora Correia - Açores - Porto - Lisboa |
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